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Diário

2008-08-01

Hoje recebi uma lista de em quem não votar.

Muita gente do PT, mais do que eu esperava… Como só voto no PCdoB e não havendo ninguém do partido na lista, devo então ignorar isso? Não!

Muitas das denúncias são só isso. Alguns foram absolvidos e outros nem sequer foram processados por falta de provas. Tenho um pouco de medo desse moralismo exagerado pois isso gera um clima de exceção: basta denunciar e o cara já é culpado e, mesmo absolvido, continua culpado.

Tem uma coisa terrível sobre a tortura no século XVI. Como ao ser denunciado você já era considerado parcialmente culpado, então podiam te torturar sem peso de consciência. A tortura já fazia parte da punição. De uma ou outra forma, mesmo que nada tivessem conseguido como prova de uma culpa maior, ao menos te puniram por ter sido suspeito.

O interessante dessa onda moralista é que, apesar da imensa maioria dos implicados ser da direita e/ou da oposição, ela sempre é usada para desacreditar o Governo. A caça à corrupção nunca foi tão a fundo quanto está indo hoje. Uma coisa que deveria ser positiva, vira negativa. A mídia coloca a questão como aumento de corrupção, enquanto, na verdade, se trata de um combate a ela. A corrupção é mais visível, não maior. Muito pelo contrário, ela está é diminuindo, já que este é o único governo na história brasileira que, como dizem, sangra a própria carne.

O caso da Ângela Guadagnin me preocupa: “Dançarina do Plenário da Câmara, comemorando absolvição de corrupto”. Se o cara foi absolvido, como pode ser corrupto? Qual instância, afinal, julga a culpa e a inocência? Será que ela não estaria comemorando a vitória da justiça e a comprovação da inocência de um inocente? Então, de falta decoro, só sobra a dança. Qual o problema de se dançar onde outros trocam socos, mandam a mãe àquele lugar etc? Concordo com o que ela disse, que se fosse bonita e gostosa todo mundo teria aplaudido.

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