Diário de Bordo Mudanças Recentes www.dedalu.art.brTagsRSS RSS

Diário

2008-03-13

Alvíssaras, alvíssaras! Um ano e três meses depois da 27ª Bienal, finalmente há notícias do catálogo. Inicialmente serão apenas 100 exemplares, o que não contenta nem mesmo os 933 signatários do abaixo-assinado onde se lia, para regozijo de minha pesquisa, PinturaCatálogos:

A falta de registro impresso de um evento desse porte torna-o inconcluso e estagnado, uma vez que o livro cumpre a função de documentar e veicular questões fundamentais da mostra.

Vários artistas participariam apenas da publicação. Ângela Detanico & Rafael Lain, Aya Ben Ron, Jorge Macchi, Marjetica Potrc, Pages, Rivane Neuenschwander, Zafos Xagoraris e Hélio Oiticica são citados no documento.

, ,

Adicionar Comentário

2008-03-06

Lançamento do catálogo Neovanguardas do MAP. Pouca gente gostou das palestras de Frederico Morais e de Márcio Sampaio. “– Ficaram só contando estorinhas”, disseram. Mas eu gostei muito! Não eram estórias, mas história. Acho que o papel deles era esse mesmo, resgatar um passado – no mínimo – brilhante da arte brasileira. Havia muita coisa para anotar, mas acabei não tomando nota de quase nada, absorto que estava. Um punctum dolens foi:

A curadoria deve ser uma extensão da crítica de arte e esta não deve ficar limitada à palavra escrita. (Frederico Morais)

(Parêntesis: No workshop MAPCríticaContexto, foi muito discutida a relação entre crítica independente e institucional. Nele escrevi uma pequena resenha sobre o imperativo “ir para fora do museu” naquela época e hoje, lidando com essa relação segundo o que penso ser uma espécie de esquizofrenia. Se o texto não for publicado na revista A-Desk, publicarei aqui.)

Depois fui tomar uma cerveja com o Ariel. Discutindo sobre a palestra do Márcio Sampaio, que repetiu inúmeras vezes a palavra “sacada”, concluímos:

Sacada é outro nome de insight. Se em inglês vale, porque não deve valer em português? Então, vamos respeitar!

Piadas a parte, vale mencionar que o catálogo é talvez o melhor já lançado pelo Museu:

Catálogo Neovanguardas do MAP, com a série Quinze Lições sobre Arte e História da Arte de Frederico Morais
Catálogo Neovanguardas do MAP, com a série Quinze Lições sobre Arte e História da Arte de Frederico Morais

Adicionar Comentário

2006-06-07

Num catálogo (ou projeto?) de Thomas Hirschhorn, Anschool II [1]: “Fazer arte politicamente, em lugar de fazer arte política, significa que a feitura é que é política e não a arte ou a ‘consciência’ da arte!” Interessante.


Reunião do GrupoPesquisa:

Ariel apresentou alguns trabalhos; uma produção diversificada: desde sapatos que gravam (ou escrevem) os passos – série “Se correr” – a estrelas e galáxias – série “Paralaxes”. Alguns são intrincadas citações; outros quase apropriações indébitas. “Paralaxes” se inscreveria dentro de uma série de citações sucessivas de “Chão de estrelas” – Sílvio Caldas e Orestes Barbosa --, passando por Roberto Carlos (iiirk!), até Caetano Veloso. Já S/ Título (para Marchand du Sel) recria (manufatura mesmo) o ready-made “50cc Ar de Paris” de Duchamp. “– O ar não é de Paris”, reclamou a polícia artística; mas a intenção e o interessante é mesmo manufaturar o ready-made… Mereceu destaque um vídeo Mar-marau que transforma o ondular de uma tela de proteção (usada em construção civil) em mar. O vídeo é mudo. Na instalação original, entretanto, duas chícaras fazem a vez de fones de ouvido e a “trilha sonora” acaba criada pelo mesmo fenômeno que ocorre quando levamos conchas ao ouvido. Parte dos trabalhos pode ser vista em: http://www.eba.ufmg.br/grupo/ariel.htm.

Carolina apresentou o resumo da sua dissertação para o mestrado, “A ordem secreta das coisas: René Magritte e o jogo do visível”. Uma leitura pessoal e poética sobre a obra de Magritte; em suas palavras:

O texto está aberto e cada palavra é um convite. Mais do que estudar a obra de um artista, este texto quer ser lido, quer ser colocado às mãos, tocado. Ele quer o leitor que possa se perder, aqui não é um lugar de palavras precisas. Mas é um lugar de palavras.

Comecei a ler a dissertação agora e posso dizer desde já: é muito bem escrita! A Carol tem jeito com as palavras; o tema foi uma ótima escolha.

A defesa está marcada para dia 19/06, às 15h, na EBA-UFMG, Sala Teorica do CECOR, 2º andar.

Adicionar Comentário