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Diário

2008-04-09

A galeria da Escola Guignard UEMG tem dado sua contribuição para o boom expositivo em BH (que discuti em 2008-03-27), divulgando amplamente e buscando abrigar exposições que interessem também ao público externo, como a retrospectiva de Franz Weissmann, no final do ano passado. Abre hoje uma exposição que promete: Projeto Gravura – Serigrafia, com 13 artistas trabalhando a técnica. Estarei lá.

O pincel digital I/O Brush é apresentado como brinquedo de criança, mas para mim seria um instrumento de trabalho sensacional! Sou pintor e me aventuro na arte digital, mas nunca gostei da (se é que existe) “pintura digital”. Usar um editor de imagens e tablet para “pintar” sempre me pareceu enfadonho por ser um processo indireto: o corpo não toca a pintura (a tela, as tintas), mas sempre um mediador. Mesmo no caso de canetas que escrevem direto no monitor, falta a relação com as tintas. O I/O Brush é o melhor simulador de pintura que já vi: você toca um objeto colorido, sua tinta, e depois a tela; e a imagem aparece alí mesmo. Ainda é simulação – e não realização do ato de pintar digitalmente – pois falta algo … – Couchot, falando sobre representação, nos dá uma pista – … tão estimado pelo pintor, que é o contato com a realidade – o cheiro, a textura etc. – de sua paleta e tela. Quem sabe um dia? Vários tamanhos e formatos, várias superfícies… Imaginem a possibilidade de o resultado ser pigmento sobre tela; algo formado por nanopartículas e que permitisse até mesmo a imagem em movimento… Uau!!!

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2005-11-14

“20s apimentados” e “Segundo embaralhado” usam as mesmas imagens. O “Segundo”, entretanto, contou com a ajuda do seguint script python:

#! /usr/bin/env python

from random import seed, randint
from os import symlink, mkdir

segs = 30
frames = 29

video = [-1] * (frames * segs)

for vs in range(segs):
        seq = [0] * frames
        seed()
        for sf in range(frames):
                ok = 0
                while not ok:
                        s = randint(1, frames)
                        if not seq[s-1]:
                                seq[s-1] = 1
                                ok = 1
                video[(vs * frames) + sf] = s

try:
        mkdir("apimenta")
except OSError:
        pass

y = 0
for x in video:
        y = y + 1
        orig = '../%03d.tif' % x
        dest = 'apimenta/%03d.tif' % y
        print orig, " --> ", dest
        symlink(orig, dest)

TatogartasCachorriranas

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2005-11-09

Uma atualização rápida…

  • vídeos da série “Testes fora de escala” [1];
  • leitura de John Fowles, “O Colecionador” (um romance algo datado… ou ruim mesmo…);
  • vídeo “Segundo embaralhado” (finalizando…):
    • interferência com nanquim em 29 cartões de propaganda (que se tornaram tatogartas) e
    • para cada segundo, embaralhar e escanear seqüência manualmente e automaticamente (script python);
  • estudos sobre Jeskola Buzz.

Início leitura dos diversos artigos de http://www.revistamuseu.com.br.

Artigo “Porque o artista deve violar o livro” (finalizando…)

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2005-08-26

Passei os últimos três dias experimentando com o EyesWeb a detecção e ordenação de tatogartas…

Depois de instalar a webcam e de brincar um pouco com o resultado, acabei pensando em fazer da instalação uma espécie de jogo: ordenar as tatogartas com “auxílio” do computador é muito lúdico.

Para extrair os valores xy das tatogartas no espaço tive que fazer campo a campo, num loop; como o bloco que extrai os blobs os ordena segundo a área, acaba sendo criada uma seqüência (e um vetor, conseqüentemente) de áreas detectadas. Tentar fazer com que essa seqüência torne-se linear é muito engraçado! Disso resolvi experimentar o vetor e vi que é possível desenhar (usando o bloco de gráfico xy) figuras geométricas com até 16 vértices (o limite de áreas que podem ser detectadas).

Gravei vídeo de teste.

TatogartasCachorriranas

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2005-07-13

Um filme que usa tatogartas como recurso: Unavoidable Excess of Motion, de Angela Alston e Ezekiel Das, ganhador do Festival de Curtas de Londres de 2003. Exibido em http://www.culturetv.tv/.

TatogartasCachorriranas

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2005-07-09

Reunião com a Mabe para decidir sobre a melhor forma de apresentar o CD da Luísa. Resolvemos criar primeiro uma apresentação – que é urgente – para depois pensarmos melhor o CD.

Discutimos também o vídeo Descobrindo tatogartas. A Mabe propôs que eu fizesse um novo vídeo, dessa vez mostrando as tatogartas DOMINANDO! uhhh

Mostrei alguns trabalhos anteriores e ela ficou especialmente interessada no Poplife. Me lembrei do antigo autopensar que deixei de lado: reunir tatogartas e o dicionário seria interessante.

MuseuMuseu TatogartasCachorriranas

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2005-07-06

Desde ontem venho trabalhando em uma nova versão do vídeo "Descobrindo tatogartas"… É um (falso) documentário sobre como, ao descobrir tatogartas, também somos descobertos e dominados por elas. Está cada vez mais claro que as tatogartas são opressoras, além de repetitivas. Não sei se a repetição gera a opressão; fato é que procuro transmitir isso reduzindo gradativamente o espaço e a capacidade de perceber o real: aumentando a borda e borrando a imagem de preto.

Wanda havia me alertado sobre exagerar os efeitos, descuidando do conceito… nessa versão acho que o efeito corrobora mais a idéia que na anterior.

Para agilizar a elaboração do filme a partir da seqüência de imagens, usei o seguinte script:

  # !/bin/sh
  
  # geometria
  g="320x240"
  
  # tempo
  d=10
  # charcoal
  c=1
  
  # borda
  b=10
  
  # tomada especial 0
  echo "Criando t000..."
  convert -geometry $g -delay 100 imgs/000.tif v000.mpg
  ffmpeg -i v000.mpg -s $g t000.mpg
  rm v000.mpg
  echo " pronto."
  
  # tomada especial 1
  echo "Criando t001..."
  convert -geometry $g -delay $d imgs/*.tif v001.mpg
  ffmpeg -i v001.mpg -s $g t001.mpg
  rm v001.mpg
  echo " pronto."
  
  # tomadas 2 a 14
  for (( x=2; x<15; x++ ))
    do
    f=`printf %03d $x`
    echo "Criando f$f..."
    z=$(( $x+1 ))
    convert -border $(( z*b )) \
        -bordercolor black \
        -geometry $g \
        -delay $(( x+d )) \
        imgs/*.tif v$f.mpg
    ffmpeg -i v$f.mpg -s $g t$f.mpg
    rm v$f.mpg
    echo " pronto."
  done
  
  # reune tudo
  
  cat t*.mpg > previsao.mpg
  cat creditos.mpg >> previsao.mpg

Em seguida, usando o lives apliquei o efeito charcoal gradativamente, superpondo o resultado, então, ao filme inalterado.

TatogartasCachorriranas

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