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SerraTranslation

Krauss

KRAUSS, Rosalind .E. “Richard Serra, a translation”. In: --. The originality of the avant-garde and other Modernist myths. 11ed. Cambridge: MIT Press, 1997. p. 260-274.

“O que eu quis foi a dialética entre a percepção individual do local em sua totalidade e a relação deste indivíduo com o campo [as walked]. O resultado é uma forma de mensurar ele mesmo contra a indeterminação do terreno.”
[…] “A maquinaria do espaço renascentista depende de medidas fixas e imutáveis. Estes degraus relacionam-se a um horizonte mutável e, como medidas, eles são totalmente transitivos: elevando, abaixando, estendendo, [foreshortening], contraindo, comprimindo e virando. A linha como elemento visual, por degrau, torna-se verbo transitivo.” (Serra, cit. Krauss; trad. livre)
“A ponte entre o horizonte do corpo e o do mundo, sua transitividade abstrata… deve ser vista como o assunto de Shift” (Krauss, trad. livre)
“Não apenas usa a forma de túnel da ponte para enquadrar a paisagem, mas também para retornar sobre si e enquadrar a si mesma” (Serra, cit. Krauss, trad. livre)

Um trecho relevante do "Fenomenologia da percepção"

MERLEAU-PONTY, Maurice. “A espacialidade do corpo próprio e a motricidade” In: --. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

“… Freqüentemente os psicólogos dizem que o esquema corporal é dinâmico. Reconduzido a um sentido preciso, este termo significa que meu corpo me aparece como postura em vista de uma certa tarefa atual ou possível. E com efeito sua espacialidade não é, como a dos objetos exteriores ou a das ‘sensações espaciais’, uma espacialidade de posição, mas uma espacialidade de situação… Sei onde está meu cachimbo por um saber absoluto, e através disso sei onde está a minha mão e onde está meu corpo, assim como o primitivo no deserto está a cada instante imediatamente orientado, sem precisar recordar e somar as distâncias percorridas e os ângulos de deslocamento desde o ponto de partida. A palavra ‘aqui’, aplicada ao meu corpo, não designa uma posição determinada pela relação a outras posições ou pela relação a coordenadas, a ancoragem do corpo ativo em um objeto, a situação do corpo em face de suas tarefas. O espaço corporal pode distinguir-se do espaço exterior e envolver suas partes em lugar de desdobrá-las, porque ele é a obscuridade da sala necessária à clareza do espetáculo, o fundo de sono ou a reserva de potência vaga sobre os quais se destacam o gesto e sua meta, a zona de não-ser diante da qual podem aparecer seres precisos, figuras e pontos… No que concerne à espacialidade, que é a única a nos interessar no momento, o corpo próprio é o terceiro termo, sempre subentendido, da estrutura figura e fundo, e toda figura se perfila sobre o duplo horizonte do espaço exterior e do espaço corporal…” (p. 146-7)

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