Diário de Bordo Mudanças Recentes www.dedalu.art.brTagsRSS RSS

PinturaCatálogosPiti

Emails

Sobre o texto

 Assunto: Rascunho da qualificação
 De: Hélio Nunes
 Para: Piti
 Data: 10-5-2007

Olá Piti,

foi bom forçar a escrita/escritura: muita coisa se aclarou. Como você vai perceber, decidi deixar o mais interessante para outro capítulo e vou esperar sedimentar em mim se concordo ou não com a Laura González (por enquanto, trabalho a fotografia como diferente da pintura). Rebato o tempo todo no tema do arquivo (recalcado e/ou reprimido), fazendo uma anamnese em mim mesmo – espero que tenha ficado claro no texto que, quase sempre, assume uma voz bem teórica (sou assim, não tem como fugir). Durante a escrita, optei quase sempre pelo que me é próximo, e acho que foi uma boa estratégia e que devo mantê-la: Brígida, CECOR, EBA, Gláucio, Lais, MAP, nós – impressões deles. O texto novo é o do início do capítulo, é uma amarração do que já tinha te mandado (e que modifiquei um pouco).

Sobre itálicos e aspas: decidi evitá-los ao máximo porque não ando vendo muita necessidade de grafar “isso tem uma outra acepção possível”, “isso está em outra língua”, “isso é um título” etc. Só uso nas citações (é a norma) e quando não tem jeito mesmo. Afinal, o texto todo tem outra acepção possível… O mesmo sobre nomes próprios: Fotografia, Pintura, Arte etc. Os ZZZ são meus lembretes e achei que poderiam ser úteis. Os títulos sem conteúdo são uma tentativa de estrutura do que virá. Vou discutir o sujeito do Foulcault, não vejo escapatória mesmo recorrendo a Barthes. :) Ah… está lotado de palavras proibidas. :) Quando eu chegar na pintura para catálogos elas vão sumir, espero. E, por falar em catálogos, vou revisar o texto para reduzir a repetição da palavra catálogo (e cultura para catálogos). :)

Bom. Ainda há muito o que fazer. Mas a escritura foi boa pois finalmente vejo mais ou menos como devo abordar a coleção de catálogos da biblioteca: pela via do afeto, numa metodologia pouco metódica, mais ou menos como fiz quando tratei o catálogo da exposição do Gláucio.

Beijos.

Sobre a Sandra

 Assunto: Sandra Gamarra
 De: Hélio Nunes
 Para: Piti
 Data: 10-12-2006 1:42

Olá Piti,

muito obrigado pelos links. Estou impressionado com a quantidade de questões que compartilho com a Sandra. Enviei um email para o LiMAC pedindo para entrar em contato com ela. Será interessante conversarmos, principalmente porque minha pesquisa segue na direção oposta, pintura → catálogo, implicando uma diluição do sujeito, enquanto a dela propõe uma espécie de reinvenção das obras catalogadas, uma reafirmação do sujeito. É mais ou menos o que acontece com o Gláucio, apesar dele não falar em catálogos. Esse ponto de contato (negativo, mas contato) com os dois está me interessando muito.

A idéia do Museu Imaginário, à qual aludem os comentaristas da Sandra, me incomoda bastante, justamente por causa dessa relação com o sujeito. O de Malraux, acho, ao reordenar tudo pelo viés da fotografia, deixa a autoria de lado para visar comparações anacrônicas e distantes – mas como minha leitura do francês é muito ruim… Na verdade, essa referência comum tem me feito pensar que esse campo é, afinal, mais ou menos o mesmo – estou pensando no Foucault…

Outra coisa: estou lendo Teixeira Coelho, “História natural da ditadura”. Provavelmente você já conhece. Apesar dele pender um pouco mais para a direita do que geralmente costumo aceitar, estou encantado com a escrita e com a proximidade em relação aos temas que costumamos discutir no grupo. Não sei se gosto porque a “leitura” dele eu também li… Veja o que ele aborda nesse livro, até agora: Portbou (o monumento a Benjamin), Leon Ferrari (até 2004, ontem) , 64 (discutindo memória e esquecimento)…

Muitos beijos!


 Assunto: Re: Sandra Gamarra
 De: Piti
 Para: Hélio Nunes
 Data: 10-12-2006 15:55

Olá Hélio,

o livro de Teixeira Coelho está agendado para as férias. tenho um xerox em espanhol do texto do Malraux. Só do primeiro capítulo, que é o que me interessa mais; é isso mesmo, a possibilidade de reunir num espaço obras de tempos e lugares diferentes, más seria bom reler. Na realidade é possível trabalhar no negativo, lembra da Rosalind e o texto Serra / Giacometti.

Conheço mais exemplos desse trabalho de reapropriação de que o Glaucio fala: Bildo, Pettibonne, etc.

Antevejo na sua pesquisa a descoberta de uma atitude mais ou menos tácita ou cínica: fazer obras fotografáveis, o que se completaria com a outra prática, a de copiar obras dos catálogos.

bs

Piti

Orientação


PinturaCatálogos