imagens projetadas sobre um “catálogo” em branco e que mudam ao folhear da página. imagens que piscam e dão lugar a um texto de outro autor. sinalizadores.
instalação catálogo: galeria vazia com descrição da instalação / galeria vazia remete a ____ e à galeria cheia de lixo de ____ / citar com reprodução? / com texto? / marcações?
(as lacunas são, respectivamente: O Vazio de Yves Klein e O Pleno de Armand Arman)
catálogos que criam artificialmente uma unidade temática que não aparece nas obras senão pela intervenção do discurso do próprio catálogo.
O lugar do título no quadro → seu lugar no catálogo e…
O texto do catálogo como espécie de “contemplação diferida” – suprir ausência: falta na imagem ou falha à imagem
(MARIN, Sublime Poussin, p.23)
mímesis / imitátio / hiperrealismo e fotografia da pintura hiperreal: um emaranhado epistemológico
respostas do receptor diante
obra efêmera: espaço de pura apresentação?
Pensar a figura do Autodidata (Sartre, Náusea) em uma biblioteca de catálogos!
(qual livro tem a figura que escreve seus próprios livros?)
Claes Oldenburg. Printed Stuff.
outras formas de catálogos, como os de lojas
Declaração / propaganda do presidente da Vivo – primeiro texto do livro ARAÚJO, Olívio Tavares de. Celso Renato. São Paulo: Cosac Naify, 2005. Notar também a diagramação, comparando-a com FARNESE DE ANDRADE, da mesma editora, 2002, que possui dois “momentos”: 1) obras apresentadas como detalhes, macros e 2) obras apresentadas como obras. No primeiro momento, estamos no mundo (no nosso e no do artista); há aí nítida intenção de chocar. No segundo, ocorre o espaço branco – “desperdídio” que autoriza a obra como obra de arte.
A Cosac Naify tem lançado diversos livros (não catálogos) contando com o apoio de empresas através da Lei de Incentivo à Cultura. Provavelmente os livros são vendidos a preços mais acessíveis. Interessante e inteligente, porém triste a percepção de que, em termos de marketing cultural, o livro tem maior alcance, perenidade (top of mind) e é possivelmente mais barato que manter um centro cultural realizando exposições e catálogos freqüentemente.
escuta, ressonância do poético / obra de arte não é só comunicação / intenção autor != intenção obra / semiologia, sentido dos signos: formas que enviam a formas / poético: transbordamento, estranhamento, suplemento de sentido
não há sentido que não escape…
como os catálogos serão abordados? Quais perguntas?
“As Portland’s curator Aprile Gaeland states, ‘I prefer to see the exhibition as a ‘progress report’ and the catalogue as a ‘sourcebook’” – trata-se de uma exposição de catálogos: In Print: Contemporary Artists at the Vinalhaven Press. (MUSEUM AND DEALER CATALOGUES: Portland Museum of Art. On Paper, v.1, n.5, may-jun 1997. p.50)
o escrito – conservador, fixo, durável – e as leituras – sempre na ordem do efêmero – … → exposição pode ser relacionada à leitura? catálogo ao acúmulo, estoque etc.?
Paisagem crivada:
momento 1: – No primeiro buraco, o que você vê? – Eu não vejo nada. (o mesmo para cada um)
momento 2: equivaler cada buraco a uma pintura no catálogo
a probreza do retroprojetor / produção de outros arquivos
enfoque na estratégia de leitura e não na de produção
o marcador post-it nas páginas do catálogo
pré’xposição, pó’xposição, no’xposição – títulos para o bem do humor
proxposição – comandos indicando biblioteca, catálogo, página, “veja também”, escreva isso, pinte aquilo.
expropriações – ações em catálogos de instituições financeiras que expõem arte.
intervenções não intervencionistas – folhear catálogos de intervenções.
Site-specific, In situ e Catalogue-specific: um possível encaminhamento da pesquisa?