CRIMP, Douglas. Sobre as ruínas do museu. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
→ DiárioB:23
- Rauschenberg: plataforma (flatbet), impressora (p.43).
- Adorno: Valéry Proust Museum: morte e decadência do museu e de tudo o que está nele.
- Fim da episteme, do arquivo, do modernismo, na acepção de Foucault.
- Museu como instituição “de confinamento”.
- Manet (cf. Foster, DiárioB:28) (Fried: “literalismo e obviedade”) / Rauschenberg != Manet → silk-screen:
- pintura no limiar do modernismo != lógica pictórica no início do pós-modernismo;
- Foucault (cf. DiárioB:26): primeiras pinturas “de museu”
- Bouvard e Pécuchet (os solteiros copistas de Flaubert): Eugênio Donato propõe que suas atividades simbolizam o museu e não a biblioteca-enciclopédia, como propõe Foucault (DiárioB:26): “absoluta heterogeneidade presente no museu” (p. 48).
- Museu só se sustenta pela ficção que cria de um universo representacional coerente.
[O catálogo faz o mesmo? A unificação sob um nome é apenas isto, um nome?]
- Malraux (cf. DiárioB:30) é a expressão hiperbólica da ficção homogeneizadora:
- entrada da fotografia no Museu Imaginário, não como veículo, mas como obra de arte em si, restabelece a heterogeneidade e a impossibilidade de conhecer (p. 52).
- afirmação do poder de a fotografia substituir a pintura (Benjamin, cf. DiárioB:4) concretizada por Rauschenberg: forma híbrida de impressão: a arte pós-moderna dispensa aura: Rauschenberg é a piada de Malraux (p.54).
- antes de 1977 (Julia van Haaften, cf. nota 14, p. 75), os livros de fotografia encontravam-se dispersos na biblioteca.
- “pós-modernismo” para Crimp é a nova e radicalizada prática artística que surge através da fotografia (p. 71).
- fim da pintura: Buren, categorizado como artista conceitual, sempre se preocupou com a visibilidade de sua obra: se suas listas forem vistas como pintura, coprovar-se-á a “estupidez da pintura” (p. 97).
- o modernismo pode ser caracterizado pela dependência da ausência e da presença, ao mesmo tempo, da fotografia; o pós-modernismo é a volta do reprimido (p. 99).
- o conceito de pós-modernismo de Crimp não significa, sobretudo, pluralismo (p. 99-100).
- três significados de “presença”:
- estar ali
- uma ausência (fantasma)
- “uma espécie de acréscimo a estar ali, um aspecto fantasmagórico de presença que é o seu excesso, o seu suplemento” (p. 101)
[Crimp está discutindo performances, mas também aplica o conceito à aura (da Mona Lisa, p.ex.)]
- nas fotografias passíveis de aura, essa não advém da mão do artista, mas sim da “descontrolada e incontrolável intromissão da realidade” (p. 104), citando Benjamin (DiárioB:4).
- 1970, sintoma da crise dos museus: abrir mão da responsabilidade com a prática artística contemporânea (p. 105). [Isso mudou!?]
- 1970: tentativas de recuperar a aura: pintura expressionista e “fotografia-enquanto-arte” (p. 105).
- ódio da fotografia: pintura “arte erudita transcedental”, “arte universal” etc.
- pintura versus fotografia: verbas de aquisição e lugar na parede (p. 106)
- aura na fotografia: subjetividade: se estende a toda a fotografia, até mesmo de moda.
- pós-modernismo: aura é um aspecto da cópia, não do original (p. 108)
- Sherrie Levine: desejo de ver os originais; ao vê-los, desejo de ver o garoto e… acabou-se a arte. (p. 109)
- Sherman: mesmo o eu é cópia (p. 109)
- a aura tornou-se uma presença de terceiro tipo (p. 113).
[déjà vu da natureza (p. 110) → fotografia da fotografia e fotografia da pintura…]
- coleção benjaminiana (materialismo histórico, em conformidade com o presente) versus coleção de museu (história cultural, hitoriscismo, imagem eterna do passado) (p. 181)
PinturaCatálogosLeituras