Eduardo Alves da Costa (e não Maiakovski, nem Brecht) em 1964:
“Na primeira noite eles se aproximam / roubam uma flor / do nosso jardim. / E não dizemos nada. / Na segunda noite, já não se escondem: / pisam as flores, / matam nosso cão, / e não dizemos nada. / Até que um dia / o mais frágil deles / entra sozinho em nossa casa, / rouba-nos a luz, e, / conhecendo o nosso medo / arranca-nos a voz da garganta. / E já não dizemos nada.”
Este poema nunca pareceu tão atual…