Vale a pena dar uma conferida no blog Caderno diário: registro de percursos, resultante de oficina ministrada pela Giovanna Martins no 41º Festival de Inverno da UFMG (junho de 2009).
Quem acompanha meu trabalho sabe que há muito barganho com a morte da pintura. Todo dia me pergunto para que ela serve ainda hoje… Mas ao contrário do que isso pode levar a crer, gosto muito desse bucolismo anacrônico na pintura (quanta redundância!), mas só e somente só quando isso está claro para o artista e faz parte de sua poética.
Citando do blog:
Há páginas muito legais como essa de meu velho amigo Carlos Fonseca, com uma incômoda plaquinha da Kaiser e carros estacionados. Esse tipo de decisão – no caso, de não excluir esses elementos hodiernos – é o que cria uma verdadeira imagem crítica – ie. que suscita a crise. Acho que todo mundo já cansou de fotografias de cidades históricas, ao menos em Minas. E o que cansa é que elas são quase – quase históricas, quase bucólicas, quase sem carros, quase sem placas! Quando uma pintura alcança esse quase, produz uma teoria, não é?