“[…] o que pode ser representado é apenas o que se pode ver numa superfície marcada e não o que se pode ver cara a cara” (Richard Wollheim, A pintura como arte, p. 72, DiárioB:44).
- 279a
- Um pequeno buquê de sempre-vivas estava se despedaçando num armário; por isso, resolvi pendurá-lo de cabeça para baixo, enfiado em uma lata de aguarrás. É uma mimese inverossímil:
279a: 29,7 x 21 cm; nanquim vermelho e grafite s/ papel.- 279b
- De novo, algo real, mas inverossímil. Demonstração de uma das contradições entre linha e mancha: a certa distância não há linhas (na tela do computador, há poucas), só uma mancha branca com uma forma interessante destacada pelo “fundo” azul de pinceladas aparentes:
279b: 29,7 x 21 cm; guache e grafite s/ papel.Anotei apenas “Cícero Dias”. Ouvi Bizet e Mozart.
→ Arte Ateliê