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Etiqueta: “o que poderia ter sido e não foi”, 2009, acontecimento maço de cigarros, etiqueta de endereço e leitura de “Proust e a fotografia” (Brassaï). |
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Another Automatic Shot Project / Mar, 20 to May, 22, 2009, 2009, vídeo no youtube, 2'40’’. Criado usando fotografias tiradas automaticamente, a cada 10 minutos, usando crond, pela webcam do laptop. |
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Ainda dá para brincar de Malraux em 2008?, 2008, acontecimento fotografia digital. |
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(Para que serve a pintura?) Para fazer cartões de aniversário, 2008, aquarela e nanquim sobre papel, 29,7x21cm. |
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À espera do Natal do Lixeiro, 2008, acontecimento fotografia digital. (Os vinhos foram no mesmo dia.) |
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(Para que serve a pintura?) Para plantar feijões que não nascem, 2008, aquarela, algodão e feijões pretos em potinhos bonitinhos, 3,6cm Φ cada um. |
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(Para que serve a pintura?) Para tornar não-reutilizáveis materiais reutilizáveis, 2008, óleo sobre papelão, 117x54cm e 63x46cm. |
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(Para que serve a pintura?) Para tapar um buraco na mesa onde tomo café da manhã e leio os jornais do dia com uma imagem temática, 2008, acrílica sobre madeira, 15x21cm (colada com silicone; a mesa e os outros objetos, claro, não são pintura). |
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Space Invaders, 2008, acontecimento desenho encontrado, 4x10,5cm. |
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(Para que serve a pintura?) Para fazer um pequeno panfleto parecer um grande quadro, 2008, caneta marcador sobre impresso, 10,5x10,1cm. |
Texto para exposição “Na impossibilidade de nomear as coisas do mundo” de Paulo Nazareth
Quem convive com o Paulo acaba associando seus trabalhos ao seu embornal, às caixas, caixotes e latas, ao carrinho de malas. Nunca se sabe o que tem ali: algo que coletou, um arame enrolado, uma gaiola velha, um computador que vive caindo, talvez o panfleto que esperamos. A impressão é de que ele está sempre andando, sempre um viajante [...]
Paulo Nazareth, alteridade, ressignificações, deslocamentos, crítica institucional
Publicado em 200911.
Discute o atual contexto artístico de Belo Horizonte e o boom de boas exposições que experimenta em 2008.
Talvez seja temerário afirmar isso, mas depois de quase 40 anos, ocorre hoje em Belo Horizonte uma efervescência artística tão notável quanto a histórica manifestação Do Corpo à Terra, que ocorreu em 1970, no Parque Municipal, ao lado do Palácio das Artes. Há hoje um boom de boas exposições e muitas outras ações interessantes, demonstrando que as melhores iniciativas de despolarização vêm justamente da periferia. [...]
arte contemporânea, Museu de Arte da Pampulha, Inhotim, Museu Mineiro, Palácio das Artes, Paulo Nazareth
Publicado em 200809.
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Sou Hélio Nunes (Hélio Alvarenga Nunes), 1974, artista-pesquisador, nasci, fui criado, vivo e trabalho em Belo Horizonte, Minas Gerais. Lido principalmente com pintura, arte digital e apropriações. Escrevo muito, abordando principalmente o novo estatuto da imagem na arte contemporânea e a crítica institucional. Minha dissertação de mestrado é sobre catálogos de exposição: Pintura para Catálogos. Por vários motivos, não sou muito afeito a exposições tradicionais.
Muitos perguntam sobre minha história. Honra-me o interesse, mas temo não ter muito o que contar. As partes da minha vida que dariam um romance (é o que dizem: qualquer vida dá um romance) me parecem muito constrangedoras e pouco têm a ver com meu trabalho artístico: minha poética se aproxima muito do que alguns chamam “pensamento de fora”, no qual o sujeito que “finge” não tem tanta importância assim. Talvez seja melhor ficar na “borda”, como diria o velho Foucault; mas mesmo lá penso haver pouco o que contar sobre mim... que sirva de subsídio sobre meu trabalho e que não seja privado demais para ser dito.
Sobre a técnica: sou pintor, disso não tenho dúvidas – mesmo que isso signifique estar sempre incomodado com a obsolescência do espaço que escolhi trabalhar. Por isso, qualquer que seja o meio não-pintura – desenho, colagem, meios digitais etc. – sempre os uso como fossem pintura ou pelo menos uma “pintura expandida” – se é que isso existe. Sempre faço, portanto, barganhas com a morte – da pintura, do sujeito (não a minha, a do conceito)... Boa parte dos meus textos são justamente isso; o que é importante, porque não vejo meu trabalho artístico desconectado do meu pensamento crítico. Minha técnica, portanto, não é óleo, têmpera ou bits: é barganha ou, se preferir, bargantaria.
Dedalu e DedaluBR são os apelidos que uso em listas, fóruns, jogos etc.
Mestrando em Artes na Escola de Belas Artes (EBA) da UFMG, bolsa FAPEMIG. Graduado pela EBA, habilitação em pintura, em 2005. Integra o grupo de estudos e pesquisa Estratégias da Arte numa Era das Catástrofes, liderado pela Profª Drª Maria Angélica Melendi de Biasizzo. Até o início de 2006, foi bolsista de iniciação científica no projeto Memória, Mimese, Amnésia: Criação Museológica Virtual sob coordenação da Profª Drª Mabe Machado Bethônico, participando do coletivo Museumuseu relacionado. Seu trabalho Criação de Coleções, Inventários e “Tatogartas” foi selecionado como um dos melhores na área de Lingüística, Letras e Artes na XIV Semana de Iniciação Científica da UFMG. Foi monitor da disciplina Técnicas e Materiais Pictóricos em 2003. Ver também: Currículo Lattes.
No 2º semestre de 2009, professor substituto, bolsa REUNI, das disciplinas Artes Visuais II e Artes Visuais no Brasil II, ambas do curso de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, CECOR, EBA, UFMG.
Não sou muito afeito a exposições e, para piorar, geralmente não sou aprovado em salões. :)
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De helio figueiredo, boituva sp, em 29/09/2009
Parabens pela citação da fonte onde tirou as informações sobre
têmpera. Hoje em dia isto é muito raro.
gostei de ocê uai
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